Uma pergunta boa · resposta reta
Dá pra fazer aquele comparador de preços?
Dá. Só que o Google não faz do jeito que parece na tela — e copiar isso em casa sai caro e quebra o tempo todo.
O que tu mandou
Tu mostrou duas coisas que parecem o mesmo produto: uma busca, vários lugares, cada um com o preço dele.
A ideia é clara: a pessoa procura uma vez e já vê passagem, Mercado Livre, Shopee, Magalu, o que for. Pesquisa com resultados unificados. Entendi.
Como o Google consegue isso
Ele não entra em cada site como se fosse um cliente clicando. Loja e companhia aérea mandam o preço oficial pra ele, com contrato. Por isso aparece Iberia, Booking, Magalu e Casas Bahia juntos, atualizado.
Google Voos e Google Shopping já existem e são de graça. O print que tu mandou é o produto. Não precisa construir outro Google pra usar isso no dia a dia.
Por isso o preço do agregador às vezes sai maior do que no site da companhia: cada canal tem a regra dele. Tu já tinha notado isso no áudio. É normal.
Se eu tentasse copiar
Sem contrato com as lojas, o caminho vira um robô visitando site por site. Aí começa o problema:
- O site percebe que não é pessoa e bloqueia.
- Pra disfarçar, precisa de proxy / VPN — e isso é mensalidade.
- Toda semana alguém muda o layout e a busca quebra.
- Precisa de um servidor ligado o tempo todo, não um sitezinho estático.
- Fica numa zona cinzenta: as lojas não gostam que puxem o catálogo assim.
Não é falta de vontade. É o tipo de sistema que pede equipe, dinheiro e manutenção pra sempre — não um fim de semana.
Quanto isso come
E mesmo pagando isso, a qualidade nunca chega no Google. Eles têm o dado na fonte. Eu teria uma cópia frágil.
Então, a resposta
Pra uso de vocês: usem o Google Voos e o Google Shopping. Já fazem exatamente o que o print mostra.
Pra eu construir um igual: dá, mas vira um projeto caro, instável e pra sempre. Não é um site simples como o de treino.
Se um dia a gente quiser algo menor — por exemplo comparar um tipo de produto pra um restaurante, com poucas lojas combinadas — aí sim dá pra desenhar direito. Unificar a internet inteira, não.